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🚨 Anafilaxia: Reconhecimento e Manejo Imediato em Urgências 🚨


A anafilaxia representa um dos desafios mais críticos em nosso cotidiano profissional. Sua rápida progressão e o potencial de fatalidade exigem um reconhecimento ágil e uma intervenção imediata.


❓ O que é Anafilaxia?


A anafilaxia é definida como uma reação alérgica aguda, sistêmica e potencialmente fatal, mediada primariamente por anticorpos IgE. Ela ocorre em indivíduos previamente sensibilizados quando reexpostos a um antígeno específico. A liberação maciça de mediadores inflamatórios resulta em uma síndrome clínica grave, caracterizada por disfunção de múltiplos sistemas orgânicos.


🔎 Como Identificar? Sinais Clínicos e Tempo de Início


A identificação precoce é crucial. Os sintomas da anafilaxia geralmente se manifestam em até 15 minutos após a exposição ao alérgeno, embora o início possa ser mais tardio em alguns casos. A apresentação clínica é variada e pode incluir:

  • Manifestações Cutâneas e Mucosas: Rubor, prurido, urticária e angioedema (especialmente em lábios, pálpebras e língua).

  • Manifestações Respiratórias: Espirros, rinorreia, sensação de asfixia, dispneia (com ou sem sibilância), e estridor (indicativo de edema de vias aéreas superiores).

  • Manifestações Gastrointestinais: Náuseas, vômitos, dor abdominal e diarreia.

  • Manifestações Cardiovasculares: Palpitações, tonturas, taquicardia, hipotensão e, em casos graves, choque.


🔍 Principais Fatores Desencadeantes


O conhecimento dos principais gatilhos pode auxiliar na suspeita diagnóstica:

  • Alimentos: São a causa mais comum em crianças, com destaque para leite e ovo. Em adultos, amendoim, frutos do mar e nozes são frequentes.

  • Picadas de Insetos: O veneno de abelhas, vespas, marimbondos e formigas é uma causa significativa.

  • Medicamentos: Mais prevalente em adultos, com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e antibióticos (especialmente betalactâmicos) sendo os agentes mais implicados.

  • Látex: Pode induzir anafilaxia, frequentemente associado a reação cruzada com frutas como kiwi, abacate, mamão papaia, tomate e banana.


🆘 Identificação e Manejo: O Protocolo de Ação


Uma vez estabelecida a suspeita de anafilaxia, a intervenção deve ser imediata e prioritária:

  1. Adrenalina: É o fármaco de primeira linha e deve ser administrado sem demora.

    • Via e Dose: Intramuscular (IM) na face anterolateral da coxa é a via preferencial. A dose recomendada é de 0,3 a 0,5 mL de solução 1:1000 (0,1%) para adultos e crianças maiores. Repetir a dose a cada 5 a 15 minutos, se necessário.

  2. Suporte Ventilatório: Avaliar a necessidade de suporte ventilatório avançado em casos de comprometimento grave das vias aéreas.

  3. Reposição Volêmica: Administrar soluções cristaloides intravenosas para combater a hipotensão e manter a perfusão orgânica.

  4. Vasopressores: Em casos de hipotensão refratária à reposição volêmica, vasopressores podem ser indicados.

  5. Beta-agonistas Inalados: Podem ser utilizados para aliviar o broncoespasmo.

  6. Anti-histamínicos e Corticosteroides: Embora úteis para aliviar sintomas cutâneos e prevenir recorrências, não substituem a adrenalina no tratamento agudo da anafilaxia e não devem atrasar sua administração.

A anafilaxia é uma emergência médica que exige decisão rápida e execução precisa. A compreensão aprofundada de sua fisiopatologia, o reconhecimento precoce dos sinais e a administração imediata da adrenalina são fundamentais para salvar vidas.


 
 
 

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