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Cinta Pélvica no APH: Um Divisor de Águas na Emergência!

Em situações de emergência médica, cada segundo conta. No atendimento pré-hospitalar (APH), a agilidade e a aplicação correta de recursos podem ser a diferença entre a vida e a morte. Um desses recursos, muitas vezes subestimado, mas de vital importância, é a cinta pélvica.

Este dispositivo simples atua como um verdadeiro divisor de águas no controle de sangramentos intern

os associados a fraturas pélvicas instáveis. A pelve é uma região extremamente vascularizada e, quando há uma fratura, a ruptura de vasos, tanto venosos quanto arteriais, pode levar a hemorragias massivas. Dada a natureza "fechada" da pelve, o sangramento pode ser difícil de conter, culminando em choque hipovolêmico e, tragicamente, em óbito.


Como a Cinta Pélvica Ajuda?


A aplicação correta da cinta pélvica oferece benefícios cruciais:

  • Redução do Espaço Pélvico Interno: Ao comprimir a pelve, a cinta ajuda a reduzir o volume do espaço interno, limitando a expansão do hematoma e, consequentemente, a hemorragia.

  • Estabilização da Fratura: Impede a movimentação dos ossos fraturados, prevenindo lesões internas adicionais em vasos e órgãos.

  • Ganho de Tempo Precioso: A estabilização inicial com a cinta pélvica permite um controle temporário do sangramento, concedendo um tempo vital para o transporte do paciente e a realização do controle cirúrgico definitivo no ambiente hospitalar.


Guia de Aplicação: Onde e Como Usar


A eficácia da cinta pélvica depende diretamente de sua aplicação correta:

  • Posicionamento: A cinta deve ser posicionada precisamente na altura dos trocânteres femorais (as saliências ósseas na parte superior do fêmur). É crucial nunca posicioná-la na altura abdominal, pois isso não trará a estabilização necessária e pode até causar mais danos.

  • Apertar até a Estabilidade: O ajuste deve ser firme, garantindo uma compressão que estabilize a pelve, mas sem comprometer a circulação distal.

  • Não Remover! Uma vez aplicada, a cinta pélvica não deve ser removida no local do trauma ou durante o transporte. Sua remoção deve ser realizada apenas em ambiente hospitalar, após avaliação médica adequada e controle definitivo da lesão.


Quando Usar: Sinais e Indícios


A indicação para o uso da cinta pélvica deve ser rápida e assertiva. Considere sua aplicação em casos de:

  • Trauma de Alta Energia: Acidentes automobilísticos graves, quedas de altura ou atropelamentos, onde há alta suspeita de fratura pélvica instável.

  • Dor Intensa na Pelve: Dor localizada e severa na região pélvica.

  • Instabilidade à Palpação: Sensação de crepitação ou mobilidade anormal ao palpar a pelve.

  • Choque Hipovolêmico sem Causa Aparente: Se o paciente apresenta sinais de choque (taquicardia, hipotensão, pele fria e pegajosa) e não há outra fonte óbvia de sangramento externo.

  • Pacientes Inconscientes após Trauma Grave: Nestes casos, a suspeita de fratura pélvica deve ser alta, e a aplicação da cinta pélvica pode ser profilática.

A cinta pélvica é um exemplo claro de como a simplicidade de um recurso pode impactar grandemente o prognóstico de pacientes traumatizados. Sua correta utilização no APH é um testemunho da importância do conhecimento e da habilidade dos profissionais de emergência em salvar vidas.

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Exemplos de técnicas de estabilização pélvica pré-hospitalar. A. Ligante pélvico disponível comercialmente. B. Folha usada para encadernação.
Exemplos de técnicas de estabilização pélvica pré-hospitalar. A. Ligante pélvico disponível comercialmente. B. Folha usada para encadernação.

Imagem adaptada de: PHTLS: Prehospital Trauma Life Support, 10ª Edição, NAEMT.



 
 
 

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